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O passeio e o paraíso. No stress!

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Estava pirando. É terrível quando seus hormônios ficam em alta e você acaba tendo mudanças de humor. Você acorda vazia. Assiste ou ouve algo e começa a chorar. A raiva vem e tudo que você quer é matar alguém. Cadê meus chocolates? Bloody hell!! Arrumei-me, fiz questão de me arrumar mais um pouco, talvez isso me ajudasse a relaxar. Fui. Resolvi descer um ponto antes pra caminhar. Cheguei ao destino 1 , nem levei em conta as cantadinhas baratas ao longo do percurso. Foco, respira, inspira e vai. Aguenta firme só mais um pouquinho. A hora passou e logo logo eu teria que ir ao destino 2 . Fiz diferente, não quis fazer a mesma trajetória, minha cabeça e meu corpo pediam uma coisa só: Ver o mar. Peguei o outro ônibus, e nem me incomodei se faria um arrodeio pra chegar lá. O que me importava no momento era poder estar "em paz", ouvindo minhas músicas, esvaziando a minha mente do estresse criado pelo choque hormonal. Os lugares eram familiares, mas hoje, incrivelmente hoje...

Sem mais.

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Cá entre nós, quando te vi pela primeira vez foi tão normal, mas aí na sexta, naquela bendita sexta, nos encontramos, onde eu menos poderia imaginar. Meus olhos bateram em você e eu não acreditei no que estava vendo. Minha amiga percebeu que eu tinha ficado surpresa, me lançou um sorriso de incentivo, e eu tomei um pingo extra da coragem diária e comecei a falar contigo. Poxa, cadê a timidez dessa jovem? Bati meus olhos em você e o interesse bateu. Não sosseguei até te achar no facebook . Sabe, fui ficando empolgada. Tudo tão novo! Mas sabe... depois de toda essa empolgação me bateu uma preguiça, ah, sei lá, não tenho saco pra fazer a tal marcação. Não estou com saco pra demonstrar interesse ao nível hard. Não é que eu não queira... eu até quero, quero sim. Mas, meu caro - estou num momento de preguiça total. Essa coisa de ficar fazendo doce, jogar charmezinho me deixa com mais falta de disposição. É melhor deixar como estamos. Percebi isso no momento em que eu te vi de l...

Ela seguiu. Eu fiquei.

Ela tinha 16 anos, e eu 18, seu "primeiro" namorado. Ela tinha um jeito doce e meigo, cabeça dura, e apesar da pouca idade era madura, se comparada as outras meninas. Eu apreciava sua companhia e eu via que ela gostava realmente de mim, mas eu não sabia se eu também gostava dela. Admirava sua determinação. Me perguntava diversas vezes se eu merecia tanto. Eu era um idiota com 18 anos, que acreditava que podia tudo... largado, desajeitado emocionalmente. Maravilhado com o mundo do "posso". Eu sei, não deveria ter deixado acontecer. Mas eu acreditava que ela me ajudaria a colocar as coisas em ordem. Nunca fui de namorar sério, e não seria agora que iria querer levar algo adiante. Terminei, não foi um término. Ela acabou descobrindo o cara que eu era. Eu não deveria ter deixado as coisas irem adiante. Eu a magoei. Eu vi em seu olhar a dor da desilusão. Deixei pra lá, acreditei que com o passar do tempo eu iria esquecer, e ela também.  O tempo passou. Fiquei com uma, d...

Sem promessas, certo?

Namoramos há um tempo já. Nos conhecemos através de amigos. Não o achei tão legal na primeira vez que nos falamos. Pareceu-me um pouco sério. Depois de um tempo, começamos a sair, depois ficamos... e quando menos esperei ele me pediu em namoro. Concordamos que nenhum dos dois iria para longe sem o  outro. Concordamos que o nosso noivado não duraria mais que dois anos. Concordamos que iriamos casar em uma pequena igreja, com uma festa só para os mais próximos. Concordamos que nossa lua de mel seria em Angra dos Reis. Concordamos que moraríamos longe dos nossos pais, especialmente da mãe dele. Concordamos que ficaríamos por aqui mesmo, nada de mudanças por enquanto, o Brasil é o nosso lugar. Concordamos que ele faria o concurso pra procurador no nosso estado e eu terminaria minha especialização aqui também, pois não queríamos sofrer com o desgaste que a distância iria nos trazer. Concordamos que nosso apartamento seria decorado combinando os gostos dos dois. Divergimos quanto às jane...

Continue ficando bem

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1:00 hora da manhã, ela ainda estava acordada, estava deitada na cama apagando antigos arquivos do celular, tinha enjoado de todas as músicas e queria dá um fim naquelas fotos de má qualidade. Revirando as pastas achou alguns áudios antigos, o primeiro era bem engraçado, conversas entre amigas... o segundo, o segundo a fez surtar ao ouvir, tinha algo do tipo "eu te amo muito, amor, estou morrendo de saudade", ela chorou, chorou, esbravejou "mentiroso, cachorro", aquilo foi a gota d'água no copo "estabilizado" dela, um tsunami invadindo a costa, foi uma pancada atingindo a fina camada de gelo... E mais um áudio, e mais outro. Ela se perguntava como aquilo ainda existia, o outro áudio foi um pouco mais ácido, era o inicio do fim... Pobrezinha, algo frio tomou conta de seu estômago. Ela sabia do que se tratava, lembrava daquele episódio com clareza. Então mais uma vez ela chorou, só que diferente das outras vezes suas lágrimas tiveram um agradável...

Ela, o Eduardo e o ônibus lotado.

Era um dia comum, ônibus lotado. Ela subiu no mesmo ponto de sempre. Ele já estava no ônibus, com sorte arrumou um banco vazio e estava sentado. Ela tava num dia corrido indo de um lugar para outro, atravessando a cidade para chegar à faculdade, com os braços cheios de livros sem ter como segurar nos ferrinhos. Ela foi andando, andando, tentando achar algum lugar menos apertado, até que... tinha um pequeno espaço vago, perto de um garoto, ela se aproximou e o olhou de relance, tentando sondar algo. Ele logo percebeu sua presença e educadamente pediu pra segurar seus livros (nossa, um cavalheiro ahaha). Ela meio sem jeito e aliviada ao mesmo tempo agradeceu. Ele estava lendo um livro, e ela curiosa, começou a ler a capa para saber do que se tratava. Ele percebeu e deu um meio sorriso. Ela ficou aparentemente envergonhada. Eles ficaram alguns minutos se olhando, ele com cara de paisagem, já ela... ela tava com cara de investigadora, queria sondar tudo que fosse possível, até porque não é...

E nos fins de tardes bonitos, lembre-se de mim.

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Pôr-do-sol e o mar, uma visão linda, simplesmente majestosa. Visão esplêndida. Sentar-se à beira do mar, nas areias, de frente para o mar e contemplar aquela paisagem... é revigorante, é mágico, é encantador. Olhar os traços coloridos em tons laranjas, deixados pelo baixar do sol. Ouvir o barulho das ondas, e sentir a brisa do vento. Deixar-se levar pela calmaria e deixar que o vento leve o que não te faz bem. Encher-se de positividade, energia positiva. Desejar coisas boas. Imaginar futuros. Refletir. O cantar das águas te levam pra longe, muito longe sem sair do lugar. Caminhar até o mar e molhar as pontinhas dos pés, (é, água fria). Ver a cidade se encher de luz, anoitecer. As estrelas vão aparecendo, o céu vai escurecendo e o sol se foi. Contemplar a beleza da luz da lua. Desejar alcançar as estrelas. Querer gastar o céu. Têm coisas que não precisam ser explicadas, então, querido, naqueles fins de tardes bonitos, lembre-se de mim. Lembre-se de todo encantamento envolvido. ...