Boa noite, gente! Viiish, hoje é segunda, mas bora lá, fiz uma playlist com músicas animadas pra gente poder mandar o desânimo pra bem longe! (Força, galera!)
O dia era 15 de fevereiro, a primeira segunda-feira após o carnaval. Eu estava muito ansiosa, digamos que era uma mistura de ansiedade e medo. Eu sabia como tudo deveria acontecer, tudo havia sido planejado (no papel, é claro)... Eu não os conhecia, não sabia o que estava me esperando. Pra mim, a teoria iria entrar em prática, mesmo não sendo no lugar idealizado e estudado, mas, era o que tínhamos. Respirei fundo, tentei colocar um rosto confiante, abri a porta e, com toda determinação, os saudei: "Good morning, guys! How are you today?", eles me olharam com cara de curiosos, e me responderam meio desconfiados, "good morning! Fine". Sorri, e expliquei, aos poucos alunos, que eu era a nova professora de inglês. A turma era a do sétimo ano, eles eram uma gracinha, poucos, mas uns queridos. Fiquei impressionada com a pouca quantidade de alunos, mas ao mesmo tempo empolgada. A turma seguinte foi a do primeiro ano, os meninos já eram maiores, senti que eles já não ...
Era um dia comum, ônibus lotado. Ela subiu no mesmo ponto de sempre. Ele já estava no ônibus, com sorte arrumou um banco vazio e estava sentado. Ela tava num dia corrido indo de um lugar para outro, atravessando a cidade para chegar à faculdade, com os braços cheios de livros sem ter como segurar nos ferrinhos. Ela foi andando, andando, tentando achar algum lugar menos apertado, até que... tinha um pequeno espaço vago, perto de um garoto, ela se aproximou e o olhou de relance, tentando sondar algo. Ele logo percebeu sua presença e educadamente pediu pra segurar seus livros (nossa, um cavalheiro ahaha). Ela meio sem jeito e aliviada ao mesmo tempo agradeceu. Ele estava lendo um livro, e ela curiosa, começou a ler a capa para saber do que se tratava. Ele percebeu e deu um meio sorriso. Ela ficou aparentemente envergonhada. Eles ficaram alguns minutos se olhando, ele com cara de paisagem, já ela... ela tava com cara de investigadora, queria sondar tudo que fosse possível, até porque não é...
Aqui dentro tudo está tão vazio, tudo tão confuso. Você saiu da minha vida desconsertando tudo. Travo lutas diárias com as minhas emoções, tudo tem me feito chorar... Mas quando eu penso que isso é tudo as lembranças do nosso tempo bom me fazem chorar ainda mais. Poxa, as lágrimas descem feito uma cachoeira e é impossível evitá-las. Busco forças e ainda bem que as consigo, porque se eu for, realmente, me permitir não iria querer sair do quarto nunca mais. Olho a minha volta, vejo que tudo que vivemos foi belo, belo de verdade, mas hoje não seria assim. Talvez, tenha sido melhor assim. Talvez, essa dor tenha sido necessária agora para me preparar pra mais na frente. Claro que essa dor vai demorar a passar, as lágrimas continuarão inundando o meu rosto e as lembranças me torturarão. Mas eu percebo e confio que tudo isso tem um prazo. Eu tenho passado por aquilo que me foi permitido, e eu sei que não fui a primeira e nem serei a única a passar por isso. Nada como o tempo. Dei...
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